A presença da Mulher Brasileira na marcha da Mulher 2014 da MWR.
09 Mar, 2014
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Por Shirley Nunes
Foto by Felipe Gon
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Culturart Brazil esteve presente na Marcha da Mulher de 2014, em Londres. Ontem, dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher, o céu estava azul, a grande Oxford Street agitada, e bem ali do lado da loja Selfridges, na Duke Street, começava o aquecimento da Million Women Rise (MWR) , com placas de cor vermelha e preto como a cor prevalente da organização. Quase `a frente, encontrava-se cartazes verde e amarelo, com brasileiras sorridentes, e a bandeira brasileira junto aos seus corpos, algumas com rostos pintados também de verde-amarelo, outras com instrumentos percussivos na mão junto com a AMBE ( Apoio à Mulher Brasileira no Exterior) . Uniram-se todas por volta das onze da manhã na frente do Consulado, e outras foram chegando aos poucos no ponto de partida da marcha. Às treze horas, iniciava à marcha, passando pelo cruzamento da Oxford Circus, logo depois Picadilly Circus, até virar na esquina exatamente ali em frente da Embaixada Brasileira sentido Trafalgar Square – ponto de chegada que aconteceu às quartorze e vinte e cinco.
Durante a caminhada, a sensação era indescrítivel ver tantas mulheres juntas, com diferentes línguas e nacionalidades. Perto da ala de brasileiras, havia mulheres cantando gritos de guerra como ‘ Power to the women, Women got the power, Sister can you hear me?, Growing Stronger by the hour ‘ e ‘ Say it once, say it again, No excuse for violent men ‘ , os quais, todas cantavam em inglês, incluindo brasileiras. Mulheres que não se conheciam mas haviam a mesma linguagem ‘ um grito de voz para dizer não à violência doméstica ’. Ora, as brasileiras trocavam as letras em inglês por uma letra em português ‘ Homem que é homem não bate em mulher’ . E quando ficavam sem cantar, entrava batucadas improvisadas de brasileiras com instrumentos como o tamborim, pandeiro, chocalho, triângulo e reco-reco, sem ensaio. Mesmo assim causando simpatia no público fora da corda, que assistia sorrindo, e muitos fotógrafos vindo até a ala para fotografá-las. O natural de cada uma, fazia a ala ficar mais bonita e especial.
Não podemos deixar de mencionar que houve presença de membros do , juntamente com AMBE .
O fechamento foi em Trafalgar Square, com discurso & música organizado pela WMR. O texto era focado em números de mulheres que tem sofrido violência doméstica no mundo, falando até mesmo, sobre homens que tem matado mulheres e não apenas o maltrato.
Vale lembrar que elas trabalham com mulheres que moram na China, na Índia, no Paquistão e tantos outros lugares, onde mulheres não só vivem preconceito machista como também não tem direitos e opção de escolha para mudar sua situação. Já a canção cantada por grupos femininos, tinha letras de ânimo, e até mesmo havia uma que dizia ‘Lord told us we are the Queen’, tocada com som percussivo estilo africano, que podia comparar o ritmo do samba-reggae brasileiro da Bahia, causando até dança entre as brasileiras, o que chamou atenção de algumas pessoas em volta.
Comparando o ano de 2013 com esse ano, podemos dizer que foi diferente, com maior presença de brasileiras e alegria estampada no rosto. Veja aqui em vídeo a Marcha de 2013 , e logo mais veja a entrevista ao vivo durante a marcha, com Marta Fernades, fundadora da AMBE.
s.
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