Arte na Cabine
10 Oct, 2013
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Por Patricia Klingl (editora)
Com a criação do aparelho celular em 1973, aos poucos as cabines telefônicas foram caindo em desuso no mundo. Hoje, esses símbolos da comunicação pré-wireless ganharam status de relíquia e não competem mais com seus sucessores tecnológicos – smartphones, laptops e tablets. No entanto, não é porque as cabines se tornaram obsoletas que suas estruturas não possam ser reutilizadas de maneira criativa.
Em Londres, as icônicas cabines vermelhas começaram a ceder espaço, desde 2006, para outros modelos mais modernos, que ganharam uma nova função. Além do telefone, elas passaram a fornecer internet gratuitamente.
A iniciativa surgiu antes, em New York , quando o Departamento de Informação, Tecnologia e Comunicação da Prefeitura decidiu transformar mais de 12 mil cabines em pontos de conexão à internet, com acesso.
Ainda em NYC , o designer John Locke instalou pequenas bibliotecas em cabines telefônicas. As prateleiras trazem os escritos “leave a book” de um lado, e “take a book” do outro, num pedido para que os moradores tragam livros, peguem outros emprestados e os devolvam na estante.
Em Osaka, no
Japão
, o grupo colaborativo Kingyobu criou aquários com centenas de peixes dourados dentro de antigas cabines. Os telefones ainda estão lá dentro, para lembrar da antiga função daquela estrutura.
Na Áustria , desde 2010 a operadora telefônica Telecom está adaptando as milhares de cabines do país para servir como estação para recarregar veículos elétricos. Como parte da primeira fase do projeto, 30 pontos já foram criadas.
Voltando para Londres , as cabines vermelhas serviram de inspiração para um grupo de artistas e designers que, em 2012, criaram obras divertidas para a exposição BT Artbox . Mas a imagem que ficou mais conhecida na capital britânica foi a releitura que o badalado artista Banksy fez de uma delas. Mal sabia ele que as cabines ainda ganhariam uma sobrevida.